Cooperativa de Cultura na Economia Solidária: Entende-se por empreendimento econômico solidário aquela atividade econômica de produção, distribuição, consumo, poupança e crédito, organizado sob a forma de autogestão. Os empreendimentos solidários distinguem-se dos empreendimentos capitalistas porque tem uma gestão democrática, relações intersubjetivas de trabalho, trabalho em rede, participação cidadã, mutualismo, respeito aos direitos sociais e trabalhistas e superação do trabalho alienado.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Violência contra juventude negra
10 de outubro, no Senado Federal - Brasília, DF.
Transmissão ao vivo pela TV e Rádio Senado, ou pelo link www.senado.gov.br/noticias/tv
Fonte: https://www.facebook.com/Seppir
terça-feira, 8 de outubro de 2013
A Noite em que Jean-Paul Sarte fumou charuto com Che Guevara
(Simone de Beauvoir, Sartre e Che no Banco Nacional de Cuba. Foto: Alberto Korda)
“Guevara, diretor do Banco Nacional, ao oferecer-me um excelente café em seu escritório, me disse:– Primeiro sou médico, depois soldado, e finalmente, como o senhor vê, banqueiro.”
Entre fevereiro e março de 1960, pouco mais de um ano após a revolução que derrubou Fulgencio Batista, o casal de filósofos franceses Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir passou um mês em Cuba. O simpatizante do comunismo Sartre já havia rompido com o partido, ao qual nunca se filiou, e publicado O Fantasma de Stalin, espécie de manifesto de seu anti-stalinismo e ao mesmo tempo de seu anti-imperialismo. “Éramos muito difíceis de classificar. De esquerda, mas não comunistas”, escreveu Simone em A Força das Coisas, terceiro volume de sua autobiografia.
A estadia rendeu um livro, Furacão sobre o Açúcar, publicado no Brasil como Furacão sobre Cuba pela Editora do Autor no mesmo ano, enriquecido com depoimentos de Rubem Braga e Fernando Sabino sobre suas viagens à ilha. Uma jóia que merece reedição. Sartre estava, então, totalmente embevecido com os jovens revolucionários barbudos e cabeludos que haviam tomado o poder na ilha caribenha. Anos mais tarde, em 1971, ele e Simone romperiam com Fidel Castro diante da prisão do poeta Herberto Padilla.
No livro, o filósofo relata suas impressões de um Fidel em princípio desconfiado e mal-humorado, que vai relaxando pouco a pouco, mas que se mantém “um homem difícil de ser enquadrado” –como eles próprios. Sartre também conta como foi seu encontro com o guerrilheiro argentino à meia-noite, quando Guevara ocupava o cargo de presidente do Banco Nacional e ministro da Indústria. Quatro anos depois, Che deixaria Cuba para retornar à guerrilha, primeiro no Congo, sem sucesso, e em seguida na Bolívia, onde é capturado no dia 8 de outubro de 1967. No dia seguinte, é morto.
O que mais chama a atenção no livro é o encantamento de Sartre com o vigor de Che e dos outros revolucionários, em plena flor da idade. Não deixa de ser melancólico, à luz de hoje, ver que aqueles jovens envelheceram e que o poder não se renovou em Cuba. Talvez seja o mesmo problema que começa a enfrentar o PT hoje… Mas, naquela agradável madrugada de 1960, os ventos que sopravam eram frescos e cheios de esperança. Por eles, Sartre deixaria de lado o cachimbo com o qual sempre é retratado para fumar um “puro” cubano com Che, “o ser humano mais completo de nossa época”.
Leia abaixo trechos do relato de Jean-Paul Sartre sobre a viagem e o encontro com Che Guevara que traduzi da versão em espanhol.
***
Por Jean-Paul Sartre
O maior escândalo da revolução cubana não é ter expropriado fazendas e terras, mas ter levado garotos ao poder. Havia anos que os avôs, os pais e os irmãos mais velhos esperavam que o ditador quisesse morrer: a ascensão se efetuaria por antiguidade.
Prevendo o dia distante em que o time seria substituído, os partidos corriam de quando em quando o risco de proclamar publicamente sua adesão ao parlamentarismo. Tudo ia bem até que um dia os mais novos tomaram o poder e proclamaram que permaneceriam ali.
Abaixo os velhos no poder! Não vi um só entre os dirigentes: recorrendo a ilha encontrei apenas, em postos de mando, de um a outro extremo da escala, meus filhos –se é possível dizer assim. Em todo caso, os filhos de meus contemporâneos. Os pais nem se percebem: os quinquagenários desta ilha são os mais discretos do mundo.
Loiro e magro, imberbe, com seus 29 anos, o ministro das Comunicações não é o caçula dessa revolução, mas tem a alegria séria dos adolescentes. Isso basta para que seus jovens colegas se divirtam fazendo brincadeiras sobre sua juventude, o que equivale a se surpreender com ela.
Armando Hart tem 27 anos; Guevara e Raul Castro acabaram de fazer 30. Quando não falam dos assuntos públicos são como os demais jovens quando se reúnem: provocam uns aos outros e se percebe em suas palavras que a velhice começa muito cedo –cedo demais, em minha opinião.
(…)
No que me diz respeito, me sentia mais velho entre eles do que em Paris e, apesar de sua extrema amabilidade, temia ao mesmo tempo importuná-los e trair meus contemporâneos.
Já que era necessária uma revolução, as circunstâncias designaram a juventude para fazê-la. Só a juventude tinha a cólera e a angústia suficientes para empreendê-la e a pureza necessária para concretizá-la.
(…)
(Che e Fidel em 1960)
Em Cuba, a idade preserva seus dirigentes: sua juventude lhes permite
afrontar a realidade revolucionária em sua austera dureza. Se têm que
aprender, se devem ajudar-se com conhecimentos técnicos, os responsáveis
não se dirigem a ninguém: dão um jeito. Ninguém saberá em que setor
–geralmente é na vida privada– terão recolhido algumas migalhas de tempo
abandonadas; ninguém saberá que aumentam indefinidamente a intensidade
de seu esforço para reduzir indefinidamente a duração da aprendizagem.Mas podemos adivinhar o que não nos dizem. Para citar somente um caso, o comandante Ernesto Guevara é considerado homem de grande cultura e isso se nota; não se necessita muito tempo para compreender que detrás de cada frase sua há uma reserva de ouro. Mas um abismo separa essa ampla cultura, esses conhecimentos gerais de um médico jovem que, por inclinação, por paixão, se dedicou aos estudos das ciências sociais, dos conhecimentos precisos e técnicos indispensáveis a um banqueiro estatal.
Nunca fala sobre isso, a não ser para pilheriar sobre suas mudanças de profissão; mas a intensidade de seu esforço se sente: se trai por todas as partes, menos pelo rosto tranquilo e relaxado.
Para começo de conversa, a hora de nosso encontro era insólita: meia-noite. E no entanto eu tive sorte: os jornalistas e visitantes estrangeiros são recebidos amável e longamente, mas às duas ou três da manhã.
Para chegar a seu gabinete tivemos que cruzar um vasto salão que só tinha móveis encostados nas paredes: algumas cadeiras e bancos. Em um canto havia uma mesinha com um telefone. Em todos os assentos havia soldados derrotados pelo cansaço; uns montavam guarda e outros dormiam, incomodados até no sono pela desconfortável posição.
Detrás da mesa com o telefone, vi um jovem oficial rebelde, praticamente dobrado em quatro, com os longos cabelos negros caídos sobre os ombros, seu boné cobrindo o nariz e os olhos fechados. Roncava suavemente e seus lábios seguravam fortemente a ponta de um charuto apenas começado: o último ato do adormecido havia sido acendê-lo, para se defender das tentações do sono.
Cruzando aquele salão tive, apesar de estar brilhantemente iluminado, a sensação de que havia subido num trem antes do amanhecer e penetrado num compartimento adormecido. Reconhecia os olhos avermelhados que se abriam, os corpos dobrados ou retorcidos, extenuados, o incômodo noturno. Eu ainda não estava com sono, mas através daqueles homens sentia a densidade das noites mal dormidas.
Uma porta se abriu e Simone de Beauvoir e eu entramos: a impressão desapareceu. Um oficial rebelde, coberto com uma boina, me esperava. Tinha barba e os cabelos longos como os soldados da ante-sala, mas seu rosto liso e disposto me pareceu matinal. Era Guevara.
Saíra do banho? Por que não? O certo é que começara a trabalhar cedo na véspera, almoçado e comido em seu escritório, recebido visitantes e esperava receber outros depois de mim. Escutei que a porta se fechava às minhas costas e me esqueci do cansaço e da noção da hora. Naquele escritório não entra a noite; para aqueles homens em plena vigília, ao melhor deles, dormir não parece uma necessidade natural, mas uma rotina de que praticamente se livraram.
Não sei quando descansam Guevara e seus companheiros. Suponho que depende, o rendimento decide; se cai, param. Mas de todas as maneiras, se buscam em suas vidas horas vagas, é normal que as arranquem aos latifúndios do sono.
Imaginem um trabalho contínuo, que compreende três turnos de oito horas, mas que faz 14 meses que é realizado por uma só equipe: eis o ideal que quase alcançaram aqueles jovens. Em 1960, em Cuba, as noites são brancas: ainda se distinguem dos dias; mas é só por cortesia e consideração ao visitante estrangeiro.
Mas apesar de suas extremadas considerações, não podiam fazer outra coisa que reduzir ao mínimo possível as horas imbecis que eu dedicava ao sono: ia dormir muito tarde e me acordavam muito cedo. Eu não o sentia: pelo contrário, com frequência me chateava, por tarde que fosse, ir dormir quando eles velavam, ainda que tivessem acordado cedo; por saber que me haviam precedido em várias horas. É que era impossível viver naquela ilha sem participar da tensão generalizada.
Aqueles jovens rendem à energia, tão amada por Stendhal, um culto discreto. Mas não ache que falam dela, que a convertem em teoria. Vivem a energia, a praticam, talvez a inventem; ela se comprova em seus efeitos, mas não em palavras. Sua energia se manifesta.
Para manter dia e noite a alegria limpa e clara da manhã em seu gabinete e em seu rosto, Guevara necessita de energia. Todos a necessitam para trabalhar, mas mais ainda para apagar, à medida que se apresentam, as pegadas do trabalho e as marcas do sono. Não se recusam a falar de seu nervosismo, mas não o deixam mostrar-se: levam o controle de si mesmo até parecer, ou melhor, até sentir-se tranquilos. As coisas vão tão longe que empregam essa energia, convertida em sua segunda natureza, para tiranizar seu temperamento.
Fazem o necessário, todo o necessário, mais que o necessário; até o supérfluo. Já disse que desprezavam o sono; é necessário; por outro lado, não suportariam –e eu o concebo também– que se ocorresse uma agressão fossem surpreendidos na cama. Quem não os compreenderia? Quem não compreenderia que a angústia e a cólera diante dos atentados e sabotagens os mantém despertos mais de uma noite?
Mas eles vão além: quase chegam a repetir a frase de Pascal: “é preciso não dormir”. Se diria que o sono os abandonou, que também emigrou a Miami. Eu só vejo neles a necessidade de ficarem despertos.
(…)
(Fidel, Simone e Sartre)
De todos esses noctâmbulos, Castro é o mais desperto; de todos esses
jejuadores, é Castro quem pode comer mais e jejuar mais tempo.Falarei de sua loucura: a sorte de Cuba. Mas, de todas as maneiras, os rebeldes são unânimes nisso: não podem pedir esforços ao povo se não são capazes de exercer sobre suas próprias necessidades uma verdadeira ditadura. Trabalhando 24 horas seguidas e mais; acumulando noites insones; mostrando-se capazes de esquecer a fome, fazem retroceder para os chefes os limites do possível. Semelhante triunfo provisional: essa imagem, presente em todas as partes, da revolução atuando sempre, alenta aos trabalhadores da ilha a liquidar definitivamente o fatalismo e a conquistar-se todos os dias, sobre o velho inferno irrisório da impossibilidade.
(…)
Levando as coisas ao limite, se poderia dizer que o rebelde obriga o agressor a escolher entre duas derrotas: ou o reembarque das tropas ou o genocídio. Qual é a pior? Ofereço à escolha. Sob o ponto de vista rebelde, dou como exemplo essas palavras de Castro:
– O bloqueio é a arma menos nobre: se aproveita da miséria de um povo para submetê-lo pela fome. Não aceitaremos isso –prosseguiu. Nos negamos a morrer nessa ilha sem levantar um dedo para nos defendermos ou para devolver os ataques…
– Que fariam vocês? –perguntei.
Sorriu tranquilamente:
– Se querem começar pelo bloqueio –respondeu–, não podemos impedi-los. Mas podemos fazer que o abandonem pela verdadeira guerra, pela agressão a mão armada –e o faremos, garanto. Mais vale morrer ferido na guerra do que de fome em casa.
Publicado em 6 de outubro de 2013
Por Cynara Menezes
@cynaramenezes
Fonte: http://socialistamorena.cartacapital.com.br/a-noite-em-que-jean-paul-sartre-fumou-um-charuto-com-che-guevara/sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Fórum Mundial de Diretos Humanos abre inscrições para participantes individuais.
Todas as pessoas interessadas podem participar do Fórum Mundial de
Direitos Humanos - FMDH, que será realizado em Brasília de 10 a 13 de
dezembro de 2013. Para assistir às conferências, aos debates, participar
das atividades autogestionadas e visitar as mostras e feiras é preciso
se inscrever aqui: http://bit.ly/1hxgvtc
As inscrições de participantes individuais ficarão abertas no site do
FMDH até o dia 9 de dezembro, um dia antes do início do Fórum. A partir
desta data, só serão aceitos novos participantes que se inscreverem no
local de realização do evento.
#FMDH #DireitosHumanos
www.fmdh.sdh.gov.br
Marcadores:
Fórum Mundial de Diretos Humanos;
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
3o. Encontro Redes e Ruas - Internet, Periferia e Participação Política Público
Nesta edição do "Redes e Ruas", dando continuidade às Rodas de Conversa da Escola do Futuro, um bate-papo com três expositoras: Liane Lira, Haydee Svab e Juliana Queiroz Dos Santos.
=====> Para comentar no Twitter e no Facebook use as hashtags #EFUSP e #RedeseRuas. <=====
O debate será sobre as reais possibilidades de uso da internet como ferramenta de participação democrática. A internet também está transformando a representação política, fazendo com que as decisões sejam mais suscetíveis às pressões dos cidadãos e novas ferramentas para isso vem sendo criadas - desde coleta de assinaturas digitais até consultas online formuladas pelo governo.
Mas, sem levar em conta os diferentes contextos de vida dos brasileiros, corremos o risco de construir um instrumento de intervenção política elitizado. Algumas questões a serem levantadas no debate:
- O quanto as pressões populares estão ganhando espaço na rede?
- Os movimentos e pessoas que usam e até criam ferramentas de webdemocracia estão numa "bolha"?
- É possível sonhar com maior número de consultas públicas através da web, como aconteceu com os projetos do Marco Civil e da Lei de Proteção a Dados Pessoais, sem excluir uma camada da sociedade?
- As políticas de inclusão digital, ao proporcinarem um crescimento do acesso à internet às camadas mais carentes, são suficientes ou há outros problemas a serem resolvidos para ampliar essa participação?
Confirme sua participação aqui no Facebook para assegurar sua presença. As vagas são limitadas e sujeitas à disponibilidade por ordem de preenchimento.
*O evento será também transmitido via Ustream em http://ustre.am/11Cfd.
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
7 de Setembro: 1ºATO NÃO MATE A MATA
1º Manifestação no trecho das obras do RodoAnel na Serra da Cantareira Zona Norte, estrada da Santa Inês, onde o ato reuniu cerca de 150 pessoas, que em alguns momentos paralisou a pista como protesto pacífico.
![]() |
| Rafael Torres e Juliana Queiroz representantes do Polo Monte Zion |
Este poema
e dedicado a Serra da Cantareira
"A lição do rio
Ser capaz, como um rio que leva sozinho a canoa que se
cansa de servir de caminho para a esperança. E de levar do
límpido a magia da mancha, como o rio que leva, e lava.
Crescer para entregar na distância calada um poder de
canção, com o rio que decifra o segredo do chão.
Se tempo é de descer, reter o dom da força sem deixar
de seguir. E até mesmo sumir para, subterrâneo, aprender a
voltar e cumprir, no seu curso, o ofício de amar.
Com o rio, aceitar essas súbitas ondas feitas de águas
impuras
que afloram a escondida verdade das funduras.
Como um rio, que nasce de outros, saber seguir junto
com outros sendo, e noutros se prolongando, e construir o
encontro com as águas grandes do oceano sem fim. Mudar
em movimento, mas sem deixar de ser o mesmo ser que
muda. Como um rio". Thiago Mello
Poema Extraído do livro: Fórum Mundial da
Educação-Pro-Posições para um outro mundo possível - Moacir Gadotti - 1º Serie
Cidadania Planetária. Acervo Instituto Paulo Freire. Editora e Livraria
Instituto Paulo Freire – São Paulo – SP 2009.
Salve a tod@s, no dia 07 de setembro de 2013, varias
Manifestações ocorreram e ocorreram no Brazil, dentre no Jardim Pery Alto, Zona
Norte de São Paulo, em protesto as Obras indevidas e irregulares do Rodoanel na
Serra da Cantareira, na Estrada Santa Inês, "Paralisada em vários momentos
pela manifestação" organizada pelos moradores do bairro Jardim Pery/Flamengo
e Favela do Sapo, OLHAR AMBIENTAL-Robson (Fotografo), com toda sua família, Cristina Navarro, Sociedade
Brasileira de Arborização Urbana, Ativistas, Ativistas da Zona Sul, Torcida Fiel
Pery, Tikinho Do Brazil, Plantarte
Brazil, Eco Vila Amélia e nossa participação Polo Monte Zion A obra já atinge o
olho das nascentes do Rio Guaraú, no pé da Serra da Cantareira, há menos de 2
km de distância do Horto Florestal, nos limites da área do Pec. As Famílias
violentamente serão desapropriadas de suas casas . Relações de amizades,
historicidades, brincadeiras de criança no bairro, a padaria, não existirá...
será a destruição do VERDE que ainda resta nesta cidade de SP.
A Todos os Coletivos, Educadores, Professores, Militantes,
Músicos, Bandas, Abrigos, CRAS, CREAS,
UBS, Escolas publicas, Escolas Particulares, Associações Comunitarias, etc.
Nós pedimos olhem
diferente e dei atenção sobre o que está acontecendo ao nosso lado. O
Sistema capitalista, nos cegou , desviou
nossos olhares humanos irmãos e irmãs, o que está acontecendo atinge a todos
nós, se não reagirmos agora então não existirá o amanhã...
A mãe natureza pede respeito
Juliana Queiroz e Rafael Torres
Polo de Produção Cultural e Desenvolvimento
Social - Monte Zion
http://cbn.globoradio.globo.com/grandescoberturas/protestos-no-sete-de-setembro/2013/09/07/ATO-CONTRA-OBRAS-DO-RODOANEL-REUNE-PESSOAS-NA-ZONA-NORTE-DE-SAO-PAULO.htm
Fotos: https://www.facebook.com/pages/OLHAR-AMBIENTAL/127559767318923
http://www.jardimpery.com/Blog/Blogger/Category/Pery%20News.aspx
https://www.facebook.com/groups/POLOMONTEZION/
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
CRÍTICA DA RAZÃO PURA
Estamos em um momento único com realizações das mais diversas e plurais formas de coexistir idéias, e algumas idéias surgiram para modificar e inovar, e quando se trata de alternativas para os meios culturais e auto-sustentáveis acaba se tornando uma ameaça para o Estado que depende da exploração de trabalhadores(as) em todos os setores de produção.
E Pablo grande protagonista e inserido nessa realidade REAL dos fatos em que o Fora do Eixo criou a mais de 10 anos, onde abrigou uma das bandas que tive, será de diversas formas atacado por abrir tal possibilidade e socializar isso de forma compartilhada. Toda a evolução dos processos de produção no Brasil, e ai cada vez mais a questão em que define uma REAÇÃO de idealizadores de um mundo melhor, se torna o mecanismo de unir todas as lutas e as alternativas.
E nesses últimos 8 anos de observar e apoiar essa iniciativa, durante este percurso a ECONOMIA SOLIDÁRIA trouxe toda uma base nova para esse mesmo sistema, e nesta entrevista é evidente o quanto é de difícil compreensão os entrevistadores que não admitem compreender essa realidade, ou seja, esse novo formato multidisciplinar não é apenas inovador, através da economia solidária ele se torna REVOLUCIONÁRIO.
E é onde devemos permanecer com os pés, pois em qualquer revolução precisa se estabelecer propostas em que caibam um novo mundo, e dentro de um sistema economicamente solidário estaremos garantindo uma devida forma de produção e consumo.
Ao Polo de Produção Cultural e Desenvolvimento Social que já acredita nessa rede, é necessário estreitar os laços e quanto antes ampliar Politicamente a estrutura de todo o processo.
Como Educadores nosso comprometimento com a Educação sempre esteve atrelada a Cultura e trazer responsabilidade continua deste processo, é o campo deliberativamente mais óbvio em que projetaremos as atividades e programas, o mecanismo político solidário nos insere nesse processo, e neste momento histórico podemos sim lutar pela revolução das estruturas do Sistema todos em rede, conscientes como na CRÍTICA DA RAZÃO PURA de Immanuel Kant, não são especulações nem vagas idéias, são provas e exemplos. Sem enganações, sem a democrática ironia.
Nós não somos nada se não abraçarmos a idéia coletiva de transformação social.
QUE TODA PRÁTICA REVOLUCIONÁRIA SEJA RAZÃO PARA LUTARMOS MAIS E
MAIS E CADA DIA MAIS FORTES FAZER DE TODOS SÁBIOS DE SEUS PRÓPRIOS
DESTINOS, E QUE O DESTINO DE TODOS POSSA SER A LIBERDADE DE PENSAR E SER
CAPAZ DE COEXISTIR PACIFICAMENTE PELA VIDA PELA JUSTIÇA E PELA
VERDADE!!!
FORÇA SEMPRE FORA DO EIXO
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Vacina Gratuita Contra HPV para Mulheres
Mulheres com idade entre nove e 45 anos poderão ter o direito de receber gratuitamente a vacina contra o papilomavírus humano (HPV) pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É o que prevê projeto aprovado pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), nesta quinta-feira (30). A ideia é oferecer para a população nessa faixa etária um aliado no combate ao HPV, vírus transmitido por contato sexual que vem sendo considerado a principal causa do câncer do colo de útero.
O projeto, de iniciativa da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), foi a exame com voto favorável da relatora, a senadora Ângela Portela (PT-RR). A matéria seguirá agora para exame na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde receberá decisão terminativa . Portanto, se aprovado, poderá passar diretamente a exame na Câmara dos Deputados.
Vanessa Grazziotin observa no projeto que o câncer de colo uterino é o segundo tumor maligno de maior incidência na população feminina no país, só perdendo para o câncer de mama. Citando dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), afirma que são estimados 18.430 novos casos da doença e 4.800 mortes por ano. Além disso, observa que a maior incidência ocorre entre mulheres de baixa renda e menor escolaridade nas regiões Norte e Nordeste.
Apesar dos altos custos associados a um programa abrangente de vacinação contra o HPV, a relatora, Ângela Portela, afirma que os avanços sociais e sanitários vão superar os gastos com ampla vantagem. Atualmente, a vacina é oferecida apenas em clínicas privadas, por preços nunca inferiores a R$ 600,00 pelas três doses necessárias e que podem chegar perto de R$ 1.500,00 em alguns estabelecimentos.
No debate, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) observou que pode ser difícil assegurar a vacina a toda a população feminina, de forma imediata, em país tão grande. Porém, salientou que nada impede que a vacina comece a ser aplicada, especialmente nas regiões onde se registra a maior incidência de infecção pelo HPV.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
segunda-feira, 22 de julho de 2013
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Núcleo de Formação de Agentes de Cultura da Juventude Negra
Fundação Cultural Palmares oferece oficina de capacitação do NUFAC 2013 em São Paulo
O encontro vai esclarecer dúvidas e passar orientações sobre as condições e exigências estabelecidas no Edital, que está com inscrições abertas até 30 de julho
Representantes de entidades privadas sem fins lucrativos que atuam na área de educação e cultura poderão participar da oficina Entendendo o Edital NUFAC 2013, que acontece na próxima quinta-feira, 25 de julho, em São Paulo/SP. O encontro, que pretende tirar dúvidas e dar orientações sobre as condições e exigências estabelecidas no Edital, será realizado na próxima quarta-feira, 25 julho, às 19h, no Auditório do Ministério da Cultura.
Com recursos do Fundo Nacional de Cultura (FNC), a Chamada Pública nº 01/2013 já está na segunda edição e vai investir cerca de R$ 4 milhões na criação de 10 Núcleos de Formação de Agentes de Cultura da Juventude Negra (NUFAC’s) – centros que vão oferecer capacitação profissional para 1.200 jovens negros e negras em todo o Brasil, entre 15 e 29 anos. Os projetos poderão ser inscritos até o dia 30 de julho.
Os agentes culturais formados pelos núcleos, ao final do processo, deverão estar aptos a desenvolver atividades profissionais no mercado de trabalho na área da cultura, inclusive nos programas do Ministério da Cultura, a exemplo dos Centros de Artes e Esportes Unificados - CEUS. No rol de cursos que poderão ser oferecidos, podemos citar o curso de cenotecnia, desenhista de moda, disc-jóquei (Dj), figurinista, operador de áudio, produtor cultural, produtor de vídeo, ilustrador, dentre outros.
As propostas deverão apresentar criatividade, inovação e articulação com outras ações e iniciativas pedagógicas.
Para conhecer as demais regras do Edital, acesse: http://www.palmares.gov.br/nufac
Serviço:
Oficina “Entendendo o Edital NUFAC 2013”
Responsável Técnica: Leila Calaça
Data: 25 de julho de 2013
Horário: 19h
Local: Auditório do Ministério da Cultura – Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos (Funarte)
Mais informações: (11) 2766-4300 ou pelo e-mail: fcp.sp@palmares.gov.br
quinta-feira, 18 de julho de 2013
CLUBES DE TROCA: O QUE HÁ DE NOVO?
CLUBES DE TROCA: O QUE HÁ DE NOVO?
Heloisa Primavera, heloisa@alliance21.org
1. O que é um clube de trocas
Muito brevemente, um clube de trocas é o produto da decisão de um grupo de pessoas de juntar as necessidades de consumir de umas, com capacidades de produzir de outras, que não poderiam
encontrar-se por falta de dinheiro. Ou seja, pessoas que tem algo para “oferecer” e pessoas que tem algo para “consumir” fazem a troca desses produtos e serviços, sem que a presença do dinheiro seja determinante. Para fazer o “papel” de dinheiro, cria-se um bônus que serve como “informação” sobre as operações mas são produzidas e controladas pelo próprio grupo, de modo que sempre existirá a quantidade necessária para as trocas possíveis: nem mais, nem menos... Os bônus devem ser usados permanentemente, não produzem juros, portanto não servem para ser “poupados”, dai o nome de “moeda social”. Também é importante que todos os participantes produzam e consumam, sendo por isso chamados de “prossumidores”. Mais do que “clubes de troca” , preferimos denominá-los “redes de trocas solidárias”, para enfatizar o caráter socialmente útil e transformador da iniciativa.
2. O que não é um clube de trocas
No sentido assinalado anteriormente, não são necessáriamente “clubes de troca” ou “redes de trocas solidárias” aquelas iniciativas que violam os princípios de igualdade de direitos e solidariedade nas condições de produção, comercialização e consumo de seus produtos e serviços. Por exemplo, os “bons negócios” que exploram o trabalho de terceiros não são “clubes de troca” da economia solidária... As iniciativas que não usam dinheiro mas também não geram qualidade de vida e distribuição da riqueza
não são “clubes de troca” da economia solidária...
3. O que é fácil fazer num clube de trocas
Sempre que houver disposição de produzir e consumir em condições de distribuição da riqueza e dos talentos de todos, será muito fácil organizar e manter um clube de trocas solidárias. Podem consultar materiais específicos (Cartilha de Alfabetização Econômica: http://www.redlases.org.ar) ou visitar iniciativas perto de suas localidades. Quando existe experiência de organização comunitária, o clube é uma prolongação da mesma; quando não existe, sua implementação é geradora desta...
4. O que é difícil fazer num clube de trocas
Como o homem é um animal de hábitos, é preciso mexer muito profundamente em nossos hábitos de consumo para que um clube de trocas cresça e tenha impacto no grupo e na comunidade. Nesse sentido, parece fácil, mas não o é tanto... Além de usar a moeda social em vez do dinheiro, para que o sistema cresça é preciso produzir e consumir de outra maneira: dentro da maneira própria da economia solidária, que distribui a riqueza a todos e respeita o meio ambiente, com critério de desenvolvimento local integral e sustentável.
5. Qual é a maior contribuição para a economia solidária
Se tivermos que definir muito sinteticamente qual foi a maior contribuição das redes e clubes de troca para a economia solidária, com certeza diríamos que foi alterar profundamente uma equação
econômica fundamental - a equação do Mercado. Graças a eles, o dinheiro desapareceu de seu lugar fundamental, para uma boa parte do mercado representado pelo consumo de bens e serviços da vida
quotidiana.
Se o Mercado requeria para sua realização que existisse, basicamente, matéria prima, conhecimento para transforma-la, produtores para executar os bens ou serviços, consumidores para compra-los e DINHEIRO para fechar o circuito, a experiência dos clubes de troca mostrou até que ponto o dinheiro pode ser substituído pela moeda social, uma simples ferramenta produzida pela comunidade, afim de permitir as trocas entre produtores e consumidores. Nesse sentido, a experiência mais significativa dos últimos anos é a das redes de troca da Argentina, que começaram com 23 pessoas em maio de 1995 e em abril de 2002 chegaram a uma cifra estimada em CINCO MILHÕES DE PESSOAS!
Ou seja, se na economia tradicional :
MERCADO = matéria prima + conhecimento + Produtor + Consumidor + Dinheiro (escasso;)
enquanto na economia solidaria:
MERCADO=matéria prima + conhecimento + Produtor + Consumidor + moeda social (suficiente)
A escassez de dinheiro pode, então, ser enfrentada com o compromisso e a organização da comunidade, com a resposta das redes e clubes de troca!
6. Qual é a maior contribuição para a vida de uma comunidade dada?
Se reconhecemos que, ao eliminar a presença do dinheiro como fator fundamental, as redes de troca permitem as pessoas melhorar significativamente seu bem viver e o dos demais, compreendemos
também as conclusões a que chegaram um dos grupos de trabalho do Programa de Alfabetização Econômica, que definiu assim seu processo de aprendizagem profundo, logo após festejar os três meses de funcionamento impecável de seu primeiro clube de trocas:
1. A pobreza não passa de um grande mal entendido!
Podemos produzir toda a moeda social necessária para o intercâmbio de tudo o que somos capazes
de produzir e consumir!
2. A solidariedade é mesmo o melhor negócio!
Só é possível jogar o jogo ganha-ganha na economia solidária! Se aprendemos a produzir cooperativamente (em vez de competitivamente), a consumir em forma ética e responsável e a usar a moeda social em vez do dinheiro tradicional.
3. A prosperidade é mais um ponto de partida que de chegada: é compreender que os recursos do planeta são de nós todos e responsabilizar-nos por criar formas legitimas de apropriação do planeta em beneficio dos mais necessitados, que vivem fora do sistema porque acreditam que riqueza e’ dinheiro!
Como sempre, depois dos primeiros caminhos percorridos, hoje sabemos que o desafio é FAZER! E deixar de ver para crer e começar a crer... para ver!
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