sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Fórum Mundial de Diretos Humanos abre inscrições para participantes individuais.

Todas as pessoas interessadas podem participar do Fórum Mundial de Direitos Humanos - FMDH, que será realizado em Brasília de 10 a 13 de dezembro de 2013. Para assistir às conferências, aos debates, participar das atividades autogestionadas e visitar as mostras e feiras é preciso se inscrever aqui: http://bit.ly/1hxgvtc

As inscrições de participantes individuais ficarão abertas no site do FMDH até o dia 9 de dezembro, um dia antes do início do Fórum. A partir desta data, só serão aceitos novos participantes que se inscreverem no local de realização do evento.

#FMDH #DireitosHumanos
www.fmdh.sdh.gov.br
 
 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

3o. Encontro Redes e Ruas - Internet, Periferia e Participação Política Público




Nesta edição do "Redes e Ruas", dando continuidade às Rodas de Conversa da Escola do Futuro, um bate-papo com três expositoras: Liane Lira, Haydee Svab e Juliana Queiroz Dos Santos.

=====> Para comentar no Twitter e no Facebook use as hashtags #EFUSP e #RedeseRuas. <=====

O debate será sobre as reais possibilidades de uso da internet como ferramenta de participação democrática. A internet também está transformando a representação política, fazendo com que as decisões sejam mais suscetíveis às pressões dos cidadãos e novas ferramentas para isso vem sendo criadas - desde coleta de assinaturas digitais até consultas online formuladas pelo governo.

Mas, sem levar em conta os diferentes contextos de vida dos brasileiros, corremos o risco de construir um instrumento de intervenção política elitizado. Algumas questões a serem levantadas no debate:

- O quanto as pressões populares estão ganhando espaço na rede?

- Os movimentos e pessoas que usam e até criam ferramentas de webdemocracia estão numa "bolha"?

- É possível sonhar com maior número de consultas públicas através da web, como aconteceu com os projetos do Marco Civil e da Lei de Proteção a Dados Pessoais, sem excluir uma camada da sociedade?

- As políticas de inclusão digital, ao proporcinarem um crescimento do acesso à internet às camadas mais carentes, são suficientes ou há outros problemas a serem resolvidos para ampliar essa participação?

Confirme sua participação aqui no Facebook para assegurar sua presença. As vagas são limitadas e sujeitas à disponibilidade por ordem de preenchimento.

*O evento será também transmitido via Ustream em http://ustre.am/11Cfd.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

7 de Setembro: 1ºATO NÃO MATE A MATA

1º Manifestação no trecho das obras do RodoAnel na Serra da Cantareira Zona Norte, estrada da Santa Inês, onde o ato reuniu cerca de 150 pessoas, que em alguns momentos paralisou a pista como protesto pacífico.


Rafael Torres e Juliana Queiroz representantes do Polo Monte Zion


 Este poema e dedicado a Serra da Cantareira

"A lição do rio
Ser capaz, como um rio que leva sozinho a canoa que se
cansa de servir de caminho para a esperança. E de levar do
límpido a magia da mancha, como o rio que leva, e lava.
Crescer para entregar na distância calada um poder de
canção, com o rio que decifra o segredo do chão.
Se tempo é de descer, reter o dom da força sem deixar
de seguir. E até mesmo sumir para, subterrâneo, aprender a
voltar e cumprir, no seu curso, o ofício de amar.
Com o rio, aceitar essas súbitas ondas feitas de águas impuras
que afloram a escondida verdade das funduras.
Como um rio, que nasce de outros, saber seguir junto
com outros sendo, e noutros se prolongando, e construir o
encontro com as águas grandes do oceano sem fim. Mudar
em movimento, mas sem deixar de ser o mesmo ser que
muda. Como um rio". Thiago Mello



Poema Extraído do livro: Fórum Mundial da Educação-Pro-Posições para um outro mundo possível - Moacir Gadotti - 1º Serie Cidadania Planetária. Acervo Instituto Paulo Freire. Editora e Livraria Instituto Paulo Freire – São Paulo – SP 2009.



Salve a tod@s, no dia 07 de setembro de 2013, varias Manifestações ocorreram e ocorreram no Brazil, dentre no Jardim Pery Alto, Zona Norte de São Paulo, em protesto as Obras indevidas e irregulares do Rodoanel na Serra da Cantareira, na Estrada Santa Inês, "Paralisada em vários momentos pela manifestação" organizada pelos moradores do bairro Jardim Pery/Flamengo e Favela do Sapo, OLHAR AMBIENTAL-Robson (Fotografo), com toda sua família, Cristina Navarro, Sociedade Brasileira de Arborização Urbana, Ativistas, Ativistas da Zona Sul, Torcida Fiel Pery,  Tikinho Do Brazil, Plantarte Brazil, Eco Vila Amélia e nossa participação Polo Monte Zion A obra já atinge o olho das nascentes do Rio Guaraú, no pé da Serra da Cantareira, há menos de 2 km de distância do Horto Florestal, nos limites da área do Pec. As Famílias violentamente serão desapropriadas de suas casas . Relações de amizades, historicidades, brincadeiras de criança no bairro, a padaria, não existirá... será a destruição do VERDE que ainda resta nesta cidade de SP.
A Todos os Coletivos, Educadores, Professores, Militantes, Músicos, Bandas,  Abrigos, CRAS, CREAS, UBS, Escolas publicas, Escolas Particulares, Associações Comunitarias, etc.
Nós pedimos  olhem diferente e dei atenção sobre o que está acontecendo ao nosso lado. O Sistema  capitalista, nos cegou , desviou nossos olhares humanos irmãos e irmãs, o que está acontecendo atinge a todos nós, se não reagirmos agora então não existirá o amanhã...

A mãe natureza pede respeito

Juliana Queiroz e Rafael Torres

Polo de Produção Cultural e Desenvolvimento Social - Monte Zion

 




 














http://cbn.globoradio.globo.com/grandescoberturas/protestos-no-sete-de-setembro/2013/09/07/ATO-CONTRA-OBRAS-DO-RODOANEL-REUNE-PESSOAS-NA-ZONA-NORTE-DE-SAO-PAULO.htm









Fotos: https://www.facebook.com/pages/OLHAR-AMBIENTAL/127559767318923

http://www.jardimpery.com/Blog/Blogger/Category/Pery%20News.aspx

https://www.facebook.com/groups/POLOMONTEZION/







quarta-feira, 7 de agosto de 2013

CRÍTICA DA RAZÃO PURA



Estamos em um momento único com realizações das mais diversas e plurais formas de coexistir idéias, e algumas idéias surgiram para modificar e inovar, e quando se trata de alternativas para os meios culturais e auto-sustentáveis acaba se tornando uma ameaça para o Estado que depende da exploração de trabalhadores(as) em todos os setores de produção. 
E Pablo grande protagonista e inserido nessa realidade REAL dos fatos em que o Fora do Eixo criou a mais de 10 anos, onde abrigou uma das bandas que tive, será de diversas formas atacado por abrir tal possibilidade e socializar isso de forma compartilhada. Toda a evolução dos processos de produção no Brasil, e ai cada vez mais a questão em que define uma REAÇÃO de idealizadores de um mundo melhor, se torna o mecanismo de unir todas as lutas e as alternativas.
E nesses últimos 8 anos de observar e apoiar essa iniciativa, durante este percurso a ECONOMIA SOLIDÁRIA trouxe toda uma base nova para esse mesmo sistema, e nesta entrevista é evidente o quanto é de difícil compreensão os entrevistadores que não admitem compreender essa realidade, ou seja, esse novo formato multidisciplinar não é apenas inovador, através da economia solidária ele se torna REVOLUCIONÁRIO. 
E é onde devemos permanecer com os pés, pois em qualquer revolução precisa se estabelecer propostas em que caibam um novo mundo, e dentro de um sistema economicamente solidário estaremos garantindo uma devida forma de produção e consumo.
Ao Polo de Produção Cultural e Desenvolvimento Social que já acredita nessa rede, é necessário estreitar os laços e quanto antes ampliar Politicamente a estrutura de todo o processo. 
Como Educadores nosso comprometimento com a Educação sempre esteve atrelada a Cultura e trazer responsabilidade continua deste processo, é o campo deliberativamente mais óbvio em que projetaremos as atividades e programas, o mecanismo político solidário nos insere nesse processo, e neste momento histórico podemos sim lutar pela revolução das estruturas do Sistema todos em rede, conscientes como na CRÍTICA DA RAZÃO PURA de Immanuel Kant, não são especulações nem vagas idéias, são provas e exemplos. Sem enganações, sem a democrática ironia. 
Nós não somos nada se não abraçarmos a idéia coletiva de transformação social. 
QUE TODA PRÁTICA REVOLUCIONÁRIA SEJA RAZÃO PARA LUTARMOS MAIS E MAIS E CADA DIA MAIS FORTES FAZER DE TODOS SÁBIOS DE SEUS PRÓPRIOS DESTINOS, E QUE O DESTINO DE TODOS POSSA SER A LIBERDADE DE PENSAR E SER CAPAZ DE COEXISTIR PACIFICAMENTE PELA VIDA PELA JUSTIÇA E PELA VERDADE!!!

FORÇA SEMPRE FORA DO EIXO

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Vacina Gratuita Contra HPV para Mulheres






Mulheres com idade entre nove e 45 anos poderão ter o direito de receber gratuitamente a vacina contra o papilomavírus humano (HPV) pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É o que prevê projeto aprovado pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), nesta quinta-feira (30). A ideia é oferecer para a população nessa faixa etária um aliado no combate ao HPV, vírus transmitido por contato sexual que vem sendo considerado a principal causa do câncer do colo de útero.
O projeto, de iniciativa da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), foi a exame com voto favorável da relatora, a senadora Ângela Portela (PT-RR). A matéria seguirá agora para exame na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde receberá decisão terminativa . Portanto, se aprovado, poderá passar diretamente a exame na Câmara dos Deputados.
Vanessa Grazziotin observa no projeto que o câncer de colo uterino é o segundo tumor maligno de maior incidência na população feminina no país, só perdendo para o câncer de mama. Citando dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), afirma que são estimados 18.430 novos casos da doença e 4.800 mortes por ano. Além disso, observa que a maior incidência ocorre entre mulheres de baixa renda e menor escolaridade nas regiões Norte e Nordeste.
Apesar dos altos custos associados a um programa abrangente de vacinação contra o HPV, a relatora, Ângela Portela, afirma que os avanços sociais e sanitários vão superar os gastos com ampla vantagem. Atualmente, a vacina é oferecida apenas em clínicas privadas, por preços nunca inferiores a R$ 600,00 pelas três doses necessárias e que podem chegar perto de R$ 1.500,00 em alguns estabelecimentos.
No debate, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) observou que pode ser difícil assegurar a vacina a toda a população feminina, de forma imediata, em país tão grande. Porém, salientou que nada impede que a vacina comece a ser aplicada, especialmente nas regiões onde se registra a maior incidência de infecção pelo HPV.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Núcleo de Formação de Agentes de Cultura da Juventude Negra




Fundação Cultural Palmares oferece oficina de capacitação do NUFAC 2013 em São Paulo

O encontro vai esclarecer dúvidas e passar orientações sobre as condições e exigências estabelecidas no Edital, que está com inscrições abertas até 30 de julho

Representantes de entidades privadas sem fins lucrativos que atuam na área de educação e cultura poderão participar da oficina Entendendo o Edital NUFAC 2013, que acontece na próxima quinta-feira, 25 de julho, em São Paulo/SP. O encontro, que pretende tirar dúvidas e dar orientações sobre as condições e exigências estabelecidas no Edital, será realizado na próxima quarta-feira, 25 julho, às 19h, no Auditório do Ministério da Cultura.

Com recursos do Fundo Nacional de Cultura (FNC), a Chamada Pública nº 01/2013 já está na segunda edição e vai investir cerca de R$ 4 milhões na criação de 10 Núcleos de Formação de Agentes de Cultura da Juventude Negra (NUFAC’s) – centros que vão oferecer capacitação profissional para 1.200 jovens negros e negras em todo o Brasil, entre 15 e 29 anos. Os projetos poderão ser inscritos até o dia 30 de julho.

Os agentes culturais formados pelos núcleos, ao final do processo, deverão estar aptos a desenvolver atividades profissionais no mercado de trabalho na área da cultura, inclusive nos programas do Ministério da Cultura, a exemplo dos Centros de Artes e Esportes Unificados - CEUS. No rol de cursos que poderão ser oferecidos, podemos citar o curso de cenotecnia, desenhista de moda, disc-jóquei (Dj), figurinista, operador de áudio, produtor cultural, produtor de vídeo, ilustrador, dentre outros.

As propostas deverão apresentar criatividade, inovação e articulação com outras ações e iniciativas pedagógicas.

Para conhecer as demais regras do Edital, acesse: http://www.palmares.gov.br/nufac

Serviço:
Oficina “Entendendo o Edital NUFAC 2013”
Responsável Técnica: Leila Calaça 
Data: 25 de julho de 2013
Horário: 19h
Local: Auditório do Ministério da Cultura – Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos (Funarte)
Mais informações: (11) 2766-4300 ou pelo e-mail: fcp.sp@palmares.gov.br

quinta-feira, 18 de julho de 2013

CLUBES DE TROCA: O QUE HÁ DE NOVO?

CLUBES DE TROCA: O QUE HÁ DE NOVO?

Heloisa Primavera, heloisa@alliance21.org 

1. O que é um clube de trocas

Muito brevemente, um clube de trocas é o produto da decisão de um grupo de pessoas de juntar as necessidades de consumir de umas, com capacidades de produzir de outras, que não poderiam
encontrar-se por falta de dinheiro. Ou seja, pessoas que tem algo para “oferecer” e pessoas que tem algo para “consumir” fazem a troca desses produtos e serviços, sem que a presença do dinheiro seja determinante. Para fazer o “papel” de dinheiro, cria-se um bônus que serve como “informação” sobre as operações mas são produzidas e controladas pelo próprio grupo, de modo que sempre existirá a quantidade necessária para as trocas possíveis: nem mais, nem menos... Os bônus devem ser usados permanentemente, não produzem juros, portanto não servem para ser “poupados”, dai o nome de “moeda social”. Também é importante que todos os participantes produzam e consumam, sendo por isso chamados de “prossumidores”. Mais do que “clubes de troca” , preferimos denominá-los “redes de trocas solidárias”, para enfatizar o caráter socialmente útil e transformador da iniciativa.

2. O que não é um clube de trocas

No sentido assinalado anteriormente, não são necessáriamente “clubes de troca” ou “redes de trocas solidárias” aquelas iniciativas que violam os princípios de igualdade de direitos e solidariedade nas condições de produção, comercialização e consumo de seus produtos e serviços. Por exemplo, os “bons negócios” que exploram o trabalho de terceiros não são “clubes de troca” da economia solidária... As iniciativas que não usam dinheiro mas também não geram qualidade de vida e distribuição da riqueza

não são “clubes de troca” da economia solidária...

3. O que é fácil fazer num clube de trocas

Sempre que houver disposição de produzir e consumir em condições de distribuição da riqueza e dos talentos de todos, será muito fácil organizar e manter um clube de trocas solidárias. Podem consultar materiais específicos (Cartilha de Alfabetização Econômica: http://www.redlases.org.ar) ou visitar iniciativas perto de suas localidades. Quando existe experiência de organização comunitária, o clube é uma prolongação da mesma; quando não existe, sua implementação é geradora desta...

4. O que é difícil fazer num clube de trocas

Como o homem é um animal de hábitos, é preciso mexer muito profundamente em nossos hábitos de consumo para que um clube de trocas cresça e tenha impacto no grupo e na comunidade. Nesse sentido, parece fácil, mas não o é tanto... Além de usar a moeda social em vez do dinheiro, para que o sistema cresça é preciso produzir e consumir de outra maneira: dentro da maneira própria da economia solidária, que distribui a riqueza a todos e respeita o meio ambiente, com critério de desenvolvimento local integral e sustentável.

5. Qual é a maior contribuição para a economia solidária

Se tivermos que definir muito sinteticamente qual foi a maior contribuição das redes e clubes de troca para a economia solidária, com certeza diríamos que foi alterar profundamente uma equação
econômica fundamental - a equação do Mercado. Graças a eles, o dinheiro desapareceu de seu lugar fundamental, para uma boa parte do mercado representado pelo consumo de bens e serviços da vida
quotidiana.
Se o Mercado requeria para sua realização que existisse, basicamente, matéria prima, conhecimento para transforma-la, produtores para executar os bens ou serviços, consumidores para compra-los e DINHEIRO para fechar o circuito, a experiência dos clubes de troca mostrou até que ponto o dinheiro pode ser substituído pela moeda social, uma simples ferramenta produzida pela comunidade, afim de permitir as trocas entre produtores e consumidores. Nesse sentido, a experiência mais significativa dos últimos anos é a das redes de troca da Argentina, que começaram com 23 pessoas em maio de 1995 e em abril de 2002 chegaram a uma cifra estimada em CINCO MILHÕES DE PESSOAS!

Ou seja, se na economia tradicional :
MERCADO = matéria prima + conhecimento + Produtor + Consumidor + Dinheiro (escasso;)
enquanto na economia solidaria:
MERCADO=matéria prima + conhecimento + Produtor + Consumidor + moeda social (suficiente)
A escassez de dinheiro pode, então, ser enfrentada com o compromisso e a organização da comunidade, com a resposta das redes e clubes de troca!

6. Qual é a maior contribuição para a vida de uma comunidade dada?

Se reconhecemos que, ao eliminar a presença do dinheiro como fator fundamental, as redes de troca permitem as pessoas melhorar significativamente seu bem viver e o dos demais, compreendemos
também as conclusões a que chegaram um dos grupos de trabalho do Programa de Alfabetização Econômica, que definiu assim seu processo de aprendizagem profundo, logo após festejar os três meses de funcionamento impecável de seu primeiro clube de trocas:

1. A pobreza não passa de um grande mal entendido!

Podemos produzir toda a moeda social necessária para o intercâmbio de tudo o que somos capazes
de produzir e consumir!

2. A solidariedade é mesmo o melhor negócio!

Só é possível jogar o jogo ganha-ganha na economia solidária! Se aprendemos a produzir cooperativamente (em vez de competitivamente), a consumir em forma ética e responsável e a usar a moeda social em vez do dinheiro tradicional.
3. A prosperidade é mais um ponto de partida que de chegada: é compreender que os recursos do planeta são de nós todos e responsabilizar-nos por criar formas legitimas de apropriação do planeta em beneficio dos mais necessitados, que vivem fora do sistema porque acreditam que riqueza e’ dinheiro!
Como sempre, depois dos primeiros caminhos percorridos, hoje sabemos que o desafio é FAZER! E deixar de ver para crer e começar a crer... para ver!

terça-feira, 16 de julho de 2013

Seminário Relações Internacionais Brasil-África na Área da Cultura



Fundação Cultural Palmares Promove Seminário Relações Internacionais Brasil-África na Área da Cultura, dias 19 e 20 de julho, em São Paulo.

O objetivo do Seminário Relações Brasil-África na área da Cultura é estabelecer um contato mais próximo com organizações e movimentos que trabalham com cultura negra, com vistas a potencializar sua inserção na agenda cultural global e qualificar as ações internacionais da Fundação Cultural Palmares. Em um mundo em que a cultura eurocêntrica domina os principais veículos de interação internacional, a idéia da oficina é dialogar sobre as relações Brasil-África-Afrodescendência no sentido de conhecer os direcionamentos do governo brasileiro no tema; discutir caminhos alternativos para a inserção da cultura negra na agenda governamental; e influir de forma qualificada nos desenhos das relações culturais e de cooperação internacional do Brasil com o continente e com a cultura negra na Diáspora. Os produtos desse diálogo serão base para um exercício coletivo de elaboração de projetos de cooperação internacional e para reflexões sobre o desenho das ações internacionais da Fundação Cultural Palmares.





III Conferência De Promoção Da Igualdade Racial Do Estado De São Paulo









http://www.justica.sp.gov.br/novo_site/Modulo.asp?Modulo=515

http://www.facebook.com/pages/III-Confer%C3%AAncia-De-Promo%C3%A7%C3%A3o-Da-Igualdade-Racial-Do-Estado-De-S%C3%A3o-Paulo/564698466914249

terça-feira, 25 de junho de 2013


Trabalhos desenvolvidos no projeto UNIVERSIDADE LIVRE E COLABORATIVA serão apresentados:

Nesta quinta, 27, 19:00 no CEU Perus,

 sexta, dia 28, 17:30, na FAU USP, cidade universitária!



segunda-feira, 24 de junho de 2013

"Eis a catástrofe!" (que pode ser consertada)



Se o gigante fascista acordou agora, que ao menos não queira atropelar quem nunca dormiu (ou que caia no sono profundo de novo e nunca mais acorde)
24/06/2013

Por Camila Petroni e Débora Lessa
A semana dos dias 17 a 21 de junho, foi bastante confusa no que diz respeito às manifestações populares Brasil afora. Apesar da quantidade de pessoas que têm ido às ruas em várias cidades do país, dos rumos que essas manifestações têm tomado em cada cidade (cada qual com suas particularidades e com alguns pontos comuns em todas) e das conquistas em relação ao preço da passagem de transportes públicos em algumas delas, nossos comentários se limitarão aos atos em São Paulo, sobretudo pela questão da proximidade real, uma vez que nós duas moramos aqui.
O Movimento Passe Livre teve alcançado o objetivo da reivindicação que moveu primordialmente os atos recentes: em São Paulo, no dia 16/6, Haddad e Alckmin anunciaram a redução dos valores das passagens, voltando de R$ 3,20 para R$ 3,00. A luta poderia não acabar aí, sabemos que esse foi o primeiro passo para que consigamos mudar outras tantas questões. Na verdade, a luta não acabou, mas sementinhas que poderiam crescer e rachá-la, se tornaram árvores (quase gigantes).
A conversa pra gigante acordar, sobre a não presença de partidos políticos nas manifestações, é presente desde o início delas (com a viralização dos atos, na semana retrasada com a ação truculenta da polícia e com o posterior “apoio” da “grande” mídia).
Nas redes sociais, via-se à beça comentários ofensivos nas páginas do atos, pedindo que os partidários enfiassem suas bandeiras aqui e acolá. Ao mesmo tempo, as manifestações nas ruas foram tornando-se carnavalescas e com cara de comemoração de final e Copa com o Brasil campeão, em vários sentidos, desde a enxurrada de verde e amarelo que tomara conta dos acontecimentos até as músicas alegres tocando de fundo e sorrisos felizes nos tantos rostos que ocupavam a Avenida Paulista.
É claro que a baixa do preço da tarifa é motivo para comemorar, mas, aproveitando o ensejo de "sede de mudança", a seriedade da luta é mais do que necessária.
Como dissemos em artigo anterior (Os perigos da "pátria amada"), em algumas leituras mal interpretado, o medo dos caminhos que o "gigante acordado" (na verdade, parte dele, uma vez que vários setores da sociedade nunca tiraram um cochilo sequer) pode percorrer, se mantém.
Uma de nós é professora em uma escola do Estado. Como não poderia ser diferente, o assunto mais comentado da semana, em sala de aula, foram as manifestações. As impressões de uma aluna, mais do que um tapa na cara da sociedade, foram essenciais para nos determos à urgência de retomarmos o foco, e reivindicarmos o que realmente interessa: "Professora, achei legal as manifestações, mas eu não posso ir porque depois do trabalho corro para casa... e moro longe de onde estão acontecendo. Sabe, minha patroa está indo aos atos... primeiro foram os filhos, agora ela vai junto. Ela disse que está tudo lindo, que temos que lutar pelos nossos direitos... que quem sustenta o país é a classe média... Aí, eu fiquei me perguntando, se temos que exigir nossos direitos por que ela não assina minha carteira de trabalho (e já tem onze anos que trabalho com ela)?
Não aguentei e perguntei para ela, que me disse que não assina porque teria que descontar do meu salário e só o governo ia lucrar com isso. Sabe, errado... se quer lutar pelos direitos dela, deveria me dar os meus direitos também".
Com o comentário da aluna, a reflexão fica ainda mais intensa: para quê e por quê a Avenida Paulista ficou tomada durante toda a semana? O primeiro ponto que nos fez querer entender um pouco mais os ocorridos foi a falta de foco e o público predominante nelas, composto pela chamada "classe média". A falta de foco é possível verificar pelos cartazes levantados, bem como por enquetes feitas na internet.
Também por opinião da mídia de massa e de seus ideólogos, estudiosos, especialistas, etc, que, definitivamente, não trazem consigo o discurso das classes populares, que, aliás, ajudaram na exaltação geral que pulverizou o(s) movimento(s). Como se não bastasse, o discurso contra as bandeiras de partidos e movimentos sociais tornaram-se prática, e no dia 20 de junho, quinta-feira, a esquerda foi, literalmente, atacada pela direita.
De ameaças verbais, em coro e cusparadas a socos e porradaria, sujeitos de grupos urbanos conservadores e também pessoas não ligadas a esses grupos mas "antivermelhos", entraram em ação, de forma que tanto o próprio MPL, quanto partidários, militantes sociais e simpatizantes tiveram que sair do ato (que comemoraria a baixa dos preços das passagens), assustados.
Dentre as bandeiras rasgadas, estava a da UNEafro. Uma das fotos que mais circularam foi a de um homem, enrolado na bandeira nacional, rasgando a bandeira do PT com os dentes. O gigante está com fome! Enquanto isso, o verde e amarelo ficava mais visível...
Queremos salientar que não há problema em gostar do país, não há problema real, por ora, em se pintar o rosto com determinadas cores, mas a informação é sempre útil, a fim de que possamos perceber em que duros momentos históricos deu-se o uso da bandeira nacional e do lema "Ordem e Progresso" como reforço ideológico (movimentos burgueses, como a Proclamação da República, a Ditadura Militar, dentre outros).
A manifestação pelo descontentamento da postura adotada por partidos hegemônicos é legítima, mas também pode esconder o perigo da intolerância (e da ignorância).
Fazer "pontes históricas" é um tanto delicado, mas, como diria Walter Benjamin, "a verdadeira imagem do passado perpassa, veloz", sobretudo quando vivemos dias como os últimos e nos lembramos de ditos do Ato Institucional nº 2, de 27 de Outubro de 1965: "A Revolução é um movimento que veio da inspiração do povo brasileiro para atender às suas aspirações mais legítimas: erradicar uma situação e um governo que afundava o País na corrupção e na subversão [...] .Art. 18.
Ficam extintos os atuais partidos políticos e cancelados os respectivos registros”. A luta pela não criminalização dos movimentos sociais e partidos de esquerda é histórica e importantíssima, defender o fim deles é um retrocesso sem precedentes.
Segundo Gramsci, “os ‘partidos’ podem se apresentar sob os nomes mais diversos, mesmo sob o nome de antipártido e de ‘negação dos partidos’”. Ta aí o perigo do "antipartidarismo", que pode ser um disfarce da defesa de partidos ultraconservadores, mesmo que ainda não existam (ou não existam mais).
Além do repúdio à esquerda, outro ponto que nos faz arregalarmos os olhos em relação a essa avalanche de acontecimentos ainda sem possibilidade de análise certeira, apenas de leituras sugestivas, é a mudança do tom que veículos da mídia de massa utilizam sobre a conjuntura. Antes, "baderneiros", segundo colocações destes veículos, agora formam o povo que está nas ruas por um Brasil melhor na "festa da democracia", são os "caras pintadas" do XXI.
Esse apoio significou o inchaço de pessoas nas manifestações, de modo que, na quinta-feira, dia 20, mais de um milhão de indivíduos saíram às ruas, pelo Brasil todo.
Uma enquete feita no domingo, dia 23, por um programa de grande audiência, apontou que, para 38% dos entrevistados, o motivo de estarem nas ruas estão ligados ao transporte público (apenas 28% se declaram contra o aumento das tarifas). 30% dos manifestantes têm como motivo de manifestação a política (na enquete foi colocado dessa forma genérica) e 24% a corrupção.
Um trecho da pesquisa traz: "Mas quando o Ibope leva em conta não apenas a primeira, mas as três primeiras respostas dadas espontaneamente pelos manifestantes, o transporte cai para o segundo lugar.  A política aparece em primeiro, com 65%. A questão política mais citada foi a corrupção, apontada por quase a metade dos manifestantes como motivo para protestar. A soma dá mais de 100% porque o mesmo entrevistado podia apontar três motivos".
Sempre há um jeito de direcionar a pesquisa... As manifestações cresceram, e, junto com elas, a perda de unidade.
Por falar em política, boa parte da massa manifestante é considerada "neutra", o que podesignificar que, em algum momento, tomem certa posição definida. Há algo novo no ar, inegavelmente, que pode gerar um quadro bom ou ruim para os que defendem, acima de tudo, a liberdade. Que os ventos fascistas, fortes, não atinjam as áreas imparciais...
Portanto, no momento, a união se faz necessária, sendo a pauta principal a liberdade de manifestação aos setores libertários (quem imaginaria que um dia estaríamos lutando por isso novamente), tendo outras motivações como "Tarifa Zero" e "Desmilitarização da Polícia".
Para isso, diversos atos e levantes anticonsevadorismo estão sendo organizados, sobretudo nas periferias paulistanas. Se o gigante fascista acordou agora, que ao menos não queira atropelar quem nunca dormiu (ou que caia no sono profundo de novo e nunca mais acorde).
Camila Petroni é historiadora pela PUC-SP, Assistente Editorial e mestranda em História Social pela PUC-SP.  
Débora Lessa é socióloga pela PUC-SP, Professora de Sociologia e mestranda em Ciência Política pela PUC-SP.